Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas

PROJETOS CONTEMPLADOS 2007/ 2008

Projeto: Modernização e Ampliação dos Equipamentos para Guarda e Preservação do Acervo do Museu Amazônico e Para Atendimento ao Público.

Apoio:

Projeto: Preservação e Conservação do Acervo do Museu Amazônico.

Patrocínio:

Projeto: A Amazônia dos Viajantes: História e Ciência.

Apoio:

 

J.G. Araújo

A firma J.G. Araújo, empresa com tradição de mais de um século atuando em Manaus e em outros municípios do Amazonas, assim como em estados vizinhos, fez a doação de todo o seu arquivo documental para a Universidade Federal do Amazonas, ficando portanto este acervo no Museu Amazônico. Tais arquivos são datados a partir do ano de 1877 até 1985. São milhares de documentos que registram os fatos administrativos da empresa, no ramo do extrativismo, da indústria, do comércio e do transporte. O acervo J.G. Araújo compõe-se de uma grande diversidade documental que complementam os documentos contábeis: originais de cartas manuscritas de aviados da empresa, coleção de letras de câmbio, guias de embarque, recibos de pagamentos, diário de navegação, entre outros.

Histórico J.G. Araujo

Empresa considerada como a maior casa aviadora do final do século XIX até a metade do século XX. O estudo de suas atividades oferece a possibilidade de conhecer as práticas mercantis do período como o sistema de aviamento e o processo de acumulação dentro desse sistema. A história da empresa tem início com a chegada a Manaus em 1863, de Bernardo Gonçalves de Araújo, primeiro membro da família engrossando a colônia portuguesa já instalada na região. Em 1865,inaugura um comércio no ramo de panificação juntamente com seu irmão, José Gonçalves  de Araújopara auxiliá-lo nas atividades comerciais Em 1877 juntamente com a grande imigração nordestina para o Amazonas, chega Joaquim Gonçalves de Araújo e juntamente com seu irmão criam a firma Araújo Rosas & Irmão, dando início a sua trajetória que está dividida em quatro períodos.

Araújo Rosas & Irmão – 1877 a 1896

Atividades: secos e molhados e fazendas (importadas)  a retalho.
Exportação: borracha, castanha, piaçava (para outros Estados do Brasil, além de Portugal)
Importação: produtos para aviamento: sal, batata, carvão, botas, capas, material de construção, instrumentos para pesca, manteiga, armas, munições, pólvora etc. Fornecia para Codajás, Tabatinga e S. Gabriel.

Araújo Rosas & CIA – 1892 a 1904

Atividades: Além das anteriores, possuía armazéns de fazendas e estivas e tem início o processo de expansão da empresa, principalmente na área de exportação.
Exportação: amplia o leque com outros países do estrangeiro, exportando pirarucú, tartaruga ( banha), salsa, copaíba e madeira.
Importação: vinhos, bacalhau, ameixa, azeite cerveja, instrumentos musicais, calçados etc.

J.G.Araújo – 1904 a 1925

Atividades: expansão da empresa em Porto Velho, rio madeira, Iquitos, Rio Branco e Santa Izabel do Rio Negro. Fundação da Empresa Brasil Hévea, usina de beneficiamento da borracha para comercializar no exterior. Usina de beneficiamento de castanha. Atuação na pecuária em Roraima e a instalação de filiais fora do Estado.

J.G.Araújo & Cia Ltda – 1925 a 1989

Atividades: criação da Empresa Manacapurú Industrial Ltda, serraria e fábrica de pregos, criação da J.G.Araújo Exportação que representava e exportava produtos regionais, criação da Fábrica Rosas, drogaria e produção de perfumes a base de pau-rosa, criação da Sociedade de Comércio e Transportes, voltada para navegação e agropecuária, representante nacional da Texas Company (Texaco) comércio e representação de produtos derivados de petróleo.

 

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Conheça mais sobre o acervo documental do Museu Amazônico

Acervo Faculdade de Direito

Com a transferência da Faculdade de Direito do centro da cidade para o Campus Universitário, grande parte de sua documentação histórica foi transferida para o Museu Amazônico, que a partir de então tornou-se o depositário desta importante documentação, evitando sua deteriorização pela ação do tempo e das infestações. A documentação revela durante um espaço de aproximadamente 100 anos, as origens da atual Universidade Federal do Amazonas e sua trajetória ate o estagio atual, tornando-se uma rica fonte de pesquisa para a historia da educação no Amazonas. A massa documental está dividida em livros de registros e documentação avulsa contendo aproximadamente 460 livros de registros além da documentação avulsa, destacando-se:

Atas de exames

Atas de sessões

Folha de pagamentos

Inscrições para exames

Livro caixa

Livro de diploma

Livro de matrícula

Livro de orçamento

Livro de ponto

Ofícios recebidos e emitidos

Portarias

Relatórios  diversos.

 

Acervo Amazônia Colonial

O Acervo é composto de documentos fotografados e copiados, das capitanias do Rio Negro, Maranhão, Mato Grosso, Pará e  B.M.P. (Biblioteca Municipal do Porto). Compõe ainda o acervo 137 rolos matrizes de microfilmes de 35mm, sobre a Amazônia colonial e imperial, além de encadernados distribuídos da seguinte maneira:

50 livros do Arquivo Público do Pará

99 livros do Arquivo Histórico Ultramarino Rio Negro

07 livros do Arquivo Histórico Ultramarino do Maranhão

08 livros de correspondências do Grão-Pará e Rio Negro

11 livros do Arquivo Rio Negro

 

Ainda compõem o acervo do Museu Amazônico as seguintes coleções:

Relatórios de Presidentes da Província do Amazonas;

Serie periódicos;

Manuscritos Márcio Souza;

Serie Associação Comercial do Amazonas;

 

 

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