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I Mostra de Arqueologia e Patrimônio no Baixo Rio Urubu

A I Mostra de Arqueologia e Patrimônio no Baixo Rio Urubu é uma iniciativa da equipe do Projeto Baixo Urubu, vinculado ao Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas, que desde 2009 vem desenvolvendo atividades de pesquisa e difusão científica nos municípios de Silves e Itacoatiara, contribuindo para a consolidação da arqueologia e das ações preservacionistas no estado do Amazonas. Ela também é parte do Programa de Resgate Arqueológico, Socialização do Conhecimento e Educação Patrimonial associado às obras de construção do Estaleiro Hermasa, (Itacoatiara/AM) e de pavimentação da AM 363 (Silves/AM). Tal medida responde às demandas explicitadas na legislação brasileira que preveem que todo empreendimento modificador do meio físico deve ser acompanhado por estudos que procurem compreender e prevenir os seus impactos.
A escolha do acervo a ser exposto (utensílios domésticos, funerários etc) teve como principais critérios (a) ser uma amostra da significativa variabilidade dos vestígios (em termos de forma e decoração, por exemplo), (b) ser representativa das dezenas de sítios trabalhados no contexto do Projeto Baixo Urubu e (c) incorporar peças que foram coletadas por alguns moradores locais, bem como procurar desvelar e registrar o contexto em que foram encontradas. Em sua maioria, trata-se de objetos feitos de cerâmica que foram produzidos e utilizados por populações indígenas que viveram na região séculos antes da chegada dos europeus. Seja por conta de seu contexto de uso/descarte, seja por conta da passagem do tempo, grande parte desses objetos está fragmentada ou parcialmente restaurada.
Além de compartilhar este acervo com a população local, essa exposição tem como objetivo colocar em debate questões patrimoniais inerentes ao trabalho de pesquisa e gestão em arqueologia. Mais do que isso, pretendemos contribuir com as ações já em andamento no município através de parcerias com instituições locais, como a Secretaria da Educação, Secretaria da Cultura, Clube de Mães, Centro Cultural Velha Serpa, além de escolas com as quais estamos trabalhando nos últimos meses.
Ela também é parte do Programa de Resgate Arqueológico, Socialização do Conhecimento e Educação Patrimonial associado às obras de construção do Estaleiro Hermasa, (Itacoatiara/AM) e de pavimentação da AM 363 (Silves/AM). Tal medida responde às demandas explicitadas na legislação brasileira que preveem que todo empreendimento modificador do meio físico deve ser acompanhado por estudos que procurem compreender e prevenir os seus impactos.
Ticuna em Dois Tempos
O Museu Amazônico da UFAM, o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE) – Oswaldo Rodrigues Cabral, juntos no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT/ Instituto Brasil Plural (CNPq/FAPEAM/FAPESC) abrem, dia 10 de abril, a exposição: Ticuna em dois tempos. Paralelo entre duas épocas: objetos indígenas coletados pelo antropólogo catarinense Sílvio Coelho na Amazônia dos anos 60 ao lado da coleção do artista plástico amazonense Jair Jacqmont reunida nos anos 70.
A abertura da exposição será no dia 10 de abril de 2013 e permanecerá no Museu Amazônico até o dia 31 de outubro de 2013. O horário de visitação será de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 17 horas.
A exposição Ticuna em dois tempos traz o resultado de duas histórias de amor e homenagem ao mais numeroso Povo Indígena do país, os Ticuna. A exposição cruza dois olhares de duas épocas distintas em duas coleções produzidas com critérios e objetivos diferentes sobre a mesma etnia, os Ticuna, originários do Povo Magüta, que vivem na região do Alto Solimões, na Amazônia, na tríplice fronteira Brasil, Colômbia e Peru. De um lado, o olhar do historiador e antropólogo catarinense Sílvio Coelho dos Santos, que reuniu sua coleção quando participou de expedição à Amazônia do Curso de Especialização em Antropologia do Museu Nacional, na década de 1960. De outro, o olhar estético do artista plástico Jair Jacmont, que formou sua coleção na década de 1970, adquirindo os objetos dos próprios índios, na cidade de Manaus.
As duas coleções, juntas, foram exibidas pela primeira vez ao público no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC e fascinaram pela beleza e expressividade. A exposição conjunta é um projeto alimentado há longa data pelas duas instituições de extremos opostos do Brasil, com o objetivo de promover o diálogo entre esses dois reveladores olhares para a mesma cultura.
No Museu Amazônico a exposição terá como marca a participação dos Ticuna moradores da cidade de Manaus, da Associação Cultural Wotchimaücü, em atividades previstas para acontecer no decorrer do período de seis meses. Estão previstas mesas-redondas, palestras, oficina de vídeo e curso de extensão de língua Ticuna, com divulgação no decorrer do semestre.
O artista plástico amazonense Jacqmont, que se inspira nos Ticuna para produzir seus quadros, começou a colecionar as peças de arte indígena que as elites da região consideravam “panema” (azar) dentro de casa. Influenciado pelo movimento cubista na arte, Jair Jacqmont passou a observar tridimensionalidade, textura, cores, formas e conceitos das peças indígenas, como Picasso fez com máscaras e estátuas dos povos africanos. Passou a comprar no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, em Manaus, peças Ticuna que os vendedores consideravam “artesanatos”, valorizando-as como genuínas obras de arte, sobretudo pela sua tridimensionalidade. Assim reuniu135 peças, entre esculturas antropomorfas e bastões de ritmo e de comando usados para danças e rituais, além de uma considerável quantidade de máscaras esculpidas em madeira. Este acervo foi adquirido do colecionador pelo Museu Amazônico da Universidade Federal do Amazonas em 1996, esteve em exposição no Marque da UFSC durante o ano de 2012. A exposição Ticuna em dois tempos está agora no Museu Amazônico da UFAM, como parte da parceria entre os museus universitários do Amazonas e de Santa Catarina, por meio da rede de pesquisadores do INCT Brasil Plural.
PROGRAMAÇÃO - TICUNA
1. 19h - Abertura – Museu Amazônico
Fala: Profa Dra. Maria Helena Ortolan (Diretora do Museu Amazônico)
2. MArquE – Museu de Arqueologia e Etnologia
Fala: Cristina Castellano (Pesquisadora do MArquE na rede IBP sede UFSC)
Fala: Ana Lídia Brizola (Pesquisadora do MArquE na Rede IBP sede UFSC)
3. INCT/Instituto Brasil Plural
Fala:– Profa Dra Sônia Maluf (Coordenadora Geral do IBP sede UFSC)
Fala: – Profa Dra Deise Lucy Oliveira Montardo (Coordenadora IBP sede UFAM)
4. Fundação de Amparo a Pesquisa – FAPEAM
Fala: ?
5. Associação Cultural Ticuna Wotchimaucü
Fala: Representante
6. Universidade Federal do Amazonas
Fala: Profa Dra. Marcia Perales - Reitora
7. 19:30 h - Apresentação Cultural – Dança Ticuna

